1. Como escolher um piano acústico?
  2. Adulto consegue tocar piano?
  3. Sudorese nas mãos significa alguma coisa?
  4. Um professor me disse que tenho dedos “anêmicos”. Como posso resolver isso?
  5. É possível trabalhar a fôrma a mão depois de certa idade?
  6. É difícil tocar por cifra?
  7. Por que tocar por cifra é considerado uma coisa menos rígida?
  8. Para quê estudar escalas?
  9. .Música popular ou clássica?
  10. Consigo montar um repertório?

 

31.Como escolher um piano acústico?

O piano é o instrumento mais complexo já criado pelo ser humano. Ele possui na sua mecânica um “set” de articulações (mecânica de disparo) que, de forma análoga, são as falanges, falanginhas e falangetas artificiais, alongadas, que fazem com que o toque do dedo alcance a percussão da corda.

Só isso já bastaria para se ter muito cuidado na escolha do instrumento: resposta mecânica. Acrescido a esse detalhe de suma importância, seguem os seguintes compostos:

  • Condição da tábua harmônica;
  • Condição do cepo onde estão cravadas as cravelhas e;
  • Condição do teclado.

Se você pode ter a ajuda de um conhecedor, quer professor ou profissional técnico, e consegue conduzir a avaliação mencionando esses tópicos descritos, a probabilidade de fazer uma boa compra se torna muito maior.

Cuidado com o impulso da paixão diante da magia do instrumento chamado piano. Há “amores” ao primeiro olhar que, mesmo que se consiga o divórcio mais tarde, haverá sempre uma pensão como fantasma.

32.Quais os cuidados que o piano exige?

O piano é o instrumento de maior estresse de uso já inventado. Nenhum outro sofre tanta tensão, pressão e vibração como o piano. Então, ele precisa de manutenção na afinação (altura, tempero, “voicing” e adequação), manutenção no ajuste mecânico, e manutenção na limpeza. Além disso, deve existir um olhar de manutenção para seus compostos de madeira e para a tentação do seu labirinto interno que são muito procurados por camundongos e cupins. Um zelo de bom nível inclui uma manutenção anual, pelo menos.

33.Por que algumas pessoas não gostam de partituras simplificadas?

Em todas as áreas existe o purismo. Muitos profissionais veem nesse estilo a beleza da arte, o respeito ao seu autor. Não dissociam obra e criador. Fidelidade. Há outros que acreditam que o importante é a emoção da composição, mesmo que ela não traga toda sua composição de origem. E isso é possível. As adaptações, os arranjos feitos sobre obras já prontas, procuram, com outra linguagem, projetar a mesma mensagem. Se a formação é acadêmica, esse perfil “per si” já mantém a consagração do original. Uma formação artística mais maleável e leve pode saborear algo simplificado.

34.Preciso estudar teoria musical?

Mais uma vez afirmamos que é possível tocar um instrumento sem saber teoria musical. Mas o conhecimento dela abrirá para você um amplo horizonte da visão de o quê é a música, e vai municiá-lo de recursos que lhe permitirão transitar com mais liberdade, mais criatividade, mais interesse, mais entendimento e mais competência entre partituras e músicos diversos. Mesmo que você não se torne um instrumentista como gostaria, você pode se tornar um bom apreciador e crítico musical. E qual o artista que não precisa de pessoas capacitadas para avaliar seu trabalho?

35.Quero aprender a improvisar. Como fazer?

Quando Beethoven, na sua adolescência, encontrou-se com Mozart (estes ano mais velho e já músico profissional), o que mais impressionou Mozart foi a capacidade de improvisação de Beethoven. Foi ali que Mozart anunciou aos que estavam em redor que atentassem para aquele rapaz, porque, um dia, o mundo ainda haveria de ouvir falar dele.

Acontece que a escrita musical foi ficando cada vez mais precisa, os compositores cada vez mais exigentes quanto à execução de suas obras e a habilidade de improvisar foi ficando menos favorecida. Improvisar é criar uma nova melodia a partir de uma harmonia estabelecida. A liberdade para tal retornou com a música contemporânea e, especialmente, com o “jazz”.

Recomendamos que ouça muito boa música e estude Teoria Musical e Harmonia Funcional para ter uma boa base ao procurar literatura específica, professores e músicos que dominam essa habilidade, a fim de evitar:

  • Dificuldade no entendimento da linguagem musical,
  • Um processo de aprendizagem e execução truncadas,
  • Simples repetição sem entendimento e,
  • Uma frustração pessoal, que pode vir a desanimá-lo da empreitada.

36.Por que estudar harmonia é complicado?

Depende de como a metodologia adotada expõe os conteúdos para você. Há uma linha de raciocínio muito clara que é construída desde os primeiros passos até a parte mais complexa da harmonia. É também importante respeitar o amadurecimento do aluno em cada etapa, e praticar na aula em casa sempre que possível.

Enfatizamos dois tópicos importantes nessa abordagem: a grande necessidade de conceituar todos os parâmetros musicais e a explicação do uso e do porquê de cada novo conteúdo.

37.Instrumento harmônico ou instrumento melódico?

Há sempre um perfil que sobressai na sensibilidade musical das pessoas. E isso tem íntima relação com a personalidade. O instrumento harmônico faz parte do universo mais colorido da música. Seria como um pintor que possui riqueza de cromatismo: trabalha “background”, trabalha espaço, profundidade e dramaticidade. O instrumento melódico é a beleza da simplicidade de uma só cor com várias gradações. Esse tipo de instrumento, geralmente por ser de afinação não fixa, exige grande concentração para ser tocado afinadamente, obrigando o executante a ter um nível de atenção que o individualiza no desempenho. O instrumento harmônico, pela gama da sua riqueza, abre a percepção do seu executante para tudo que a ele é agregado musicalmente.

38.É possível melhorar meu problema de concentração?

Sim! Felizmente, a atenção, esse estado de contemplação, é fruto de outros compostos que fazem parte da alma humana: afetividade, interesse, curiosidade, proximidade, e etc. Quando algo passa a ser nosso foco e há um anseio de realização, já iniciamos o caminho da sua implementação. E isso alcança, melhora e desenvolve a concentração. Tudo o que puder ficar ancorado, mesmo que tenuemente, em nossa memória, e significar para nós alguma realização, afirmação, prazer, e etc., colabora com o nível de concentração. Há agregado a isso, técnicas de propostas pedagógicas que beiram o milagre em seus resultados, por exemplo, “Brain Gym”.

39.Por que em casa eu toco certo e quando vou tocar para o professor ou para o público eu cometo alguns erros?

De forma simplista, em casa você está tocando para você: relaxado, em um ambiente familiar. E quando você deveria, em qualquer outro lugar, continuar tocando para você e reproduzir o ambiente da sua segurança, você apaga tudo com a exposição ao sentimento crítico de estar tocando para outros. Só pode dar no resultado da questão apresentada.

40.E o fantasma do “branco”?

O melhor repertório é aquele que tem um significado afetivo para você. Este deve ser o cerne do seu repertório. Depois, você vai abrindo o leque de opções compatíveis com seu nível, devido ao desenvolvimento da sua capacidade conseguida no repertório inicial.