1. Aula Particular ou escola de música?
  2. Tenho dificuldade para ler notas na clave de FÁ. Será que vou conseguir ler?
  3. Por que é que algumas pessoas conseguem tocar de ouvido e eu não?
  4. Quanto tempo eu vou levar para tocar alguma música conhecida?
  5. É preciso fazer exercícios de técnica?
  6. Por que eu ainda continuo errando depois de já ter acertado?
  7. Eu consigo tirar música de ouvido na mão direita, mas não consigo acompanhar. Como posso aprender isso?
  8. O que é ouvido absoluto?
  9. Como vencer o medo de tocar para outros?
  10. Quanto tempo devo praticar piano por dia?

 

1.Aula particular ou escola de música?

Depende da aspiração que o move para o objetivo. Se a sua proposta é uma formação acadêmica, onde o máximo de aspectos da área musical é tratado para produzir um resultado também intelectual, então, obrigatoriamente, deve ser uma escola de música. Mas se você abre mão de parte do conhecimento que permeia o universo musical e objetivo o resultado da sua formação como executante, a simplicidade da proposta na pedagogia da aula particular é mais clara, mais leve, mais rápida e de maior troca com aquele que ministra.

2.Tenho dificuldade para ler notas na clave de FÁ. Será que vou conseguir ler?

Os métodos modernos introduzem a leitura da clave de FÁ junto com a clave de SOL. O problema da leitura da clave de FÁ é que as primeiras notas a serem estudadas ocupam o meio da pauta. Para solucionar essa dificuldade visual, o aluno deve ter consciência de dois parâmetros: 1) a nota de referência FÁ e sua correspondência no teclado, e 2) ler por desenho melódico a partir da nota de referência (som que repete, sobem e descem).

3.Por que é que algumas pessoas conseguem tocar de ouvido e eu não?

Provavelmente, o maior motivo resida no ajuste que algumas pessoas possuem para a localização dos intervalos entre os sons. E isso, quando tratado com cuidado no processo da formação musical de qualquer pessoa, pode dar a todas elas uma boa orientação nessa área. Então, é factível de solução ou melhora essa dificuldade.

4.Quanto tempo eu vou levar para tocar alguma música conhecida?

Quando a música já é conhecida, você já ganhou um tempo. E se você se dedicar ao restante que completa a execução, você poderá se surpreender com resultados quase imediatos. Observação: na parte complementar para você conseguir a execução, os compostos são: aprender a ler música, fazer uso dos exercícios que produzem a habilidade e o domínio do teclado e um estudo regular dessa proposta.

5.É preciso fazer exercícios de técnica?

Exercícios de técnica existem para preparar, antecipadamente, o instrumentista para dificuldades de execução encontradas com frequência nas partituras. Há aqueles que defendem trabalhar a técnica especificamente em trechos de músicas que o aluno está preparando. Nesse caso, seria bom que aquele trecho fosse transportado para todas as tonalidades, expondo o aluno a dificuldades típicas de cada escala. A técnica mantém a musculatura sempre em estado de prontidão (resistência, força e precisão de toque). Isso é importante para o pianista, pois a única ação que ele tem sobre o som que produz é de milésimos de segundo antes de pressionar a tecla. Depois disso há apenas uma pequena ação do pedal de sustentação. Portanto é importantíssimo que o pianista saiba exatamente que tecla pressionar, com que força, com que parte do dedo, com que posição da mão, qual a articulação que será realizada, etc. Tudo precisa estar sob controle e dominado.

6.Por que eu ainda continuo errando depois de já ter acertado?

Há algo muito importante na mecânica da construção de um movimento. Isso é feito para produzir o quadro mental. E qualquer estágio da montagem desse quadro que não ficar bem definido, ele sempre será o ponto fraco do todo. E em qualquer ponto fraco, as soluções ou antídotos são: 1) identificar o local do erro e analisar o porquê do erro (Dedilhado? Erro de leitura? Execução rítmica? Passagem difícil? Etc.) e 2) um alto grau de concentração. Após o diagnóstico, a solução é trabalhar o ponto crítico separadamente. Ele precisa alcançar o nível do restante da música.

7.Eu consigo tirar música de ouvido na mão direita, mas não consigo acompanhar. Como posso aprender isso?

O fato de você conseguir tocar de ouvido uma melodia na mão direita já é um bom indício. Isso significa que você tem ouvido relativo (reconhece intervalos). Esta sua habilidade irá ajudá-lo no estudo de harmonia funcional, matéria que vai construir o raciocínio necessário para aprender a se acompanhar. Você também será municiado com um conhecimento de acordes e escalas que o capacitará para analisar harmonizações e arranjos de músicos diversos, o que ampliará cada vez mais seu leque de informações sobre o assunto.

8.O que é ouvido absoluto?

Ouvido absoluto é a capacidade que uma pessoa tem de localização do endereço das frequências do som. Analogamente, podemos dizer que é a memória auditiva que se tem para algo que soa familiar. Cerca de 3% apenas da população mundial é dotada dessa precisão de identificação absoluta. É um requisito importante para músicos que tocam instrumentos de afinação não temperada (instrumentos melódicos) e cantores. Pessoas com ouvido absoluto não só podem identificar o som, sem referência prévia, como também são capazes, com frequência, de cantar ou tocar qualquer nota sem nenhum tipo de suporte. No entanto, uma revisão minuciosa (Ward, 1999) concluiu que há uma falta de evidência científica convincente que apoie a sugestão de que ouvido absoluto seja herdado (particularmente, eu acho que há um componente hereditário muito forte, uma vez que se observa em famílias). Geralmente, essa habilidade aparece em pessoas que começaram a ter treinamento musical intensivo desde a infância. Quanto mais cedo começa o treinamento, maior a probabilidade de possuir ouvido absoluto (Sergeant, 1999). Parece também que ouvido absoluto não está relacionado com outras habilidades musical, nem é garantia de sucesso na música. Alguns músicos até consideram essa habilidade como uma desvantagem (Pancuttamp; Levitin, 2000). Mais de um profissional reclamou: "Eu não ouço melodias (aquela linha de sons que a gente canta); eu ouço nomes de notas passando." Gottfried Schlaug, em Harvard, coletou "scans" de cérebros de pessoas com ouvido absoluto e eles mostraram que uma região no córtex auditivo (PLANUM TEMPORALE) é maior nas pessoas com esta habilidade quando comparado com pessoas normais. Isto sugere que o planum está envolvido no ouvido absoluto, mas ainda não está claro se ele já começa aumentado em pessoas que finalmente adquirem ouvido absoluto, ou melhor, se a aquisição do ouvido absoluto é que determina um aumento no tamanho.

Fontes: "Psychology for Musicians", Andreas Lehmann, John Sloboda e Robert Woody. "This Is Your Brain in Music", Daniel Levitin.

9.Como vencer o medo de tocar para outros?

Tocar, executar qualquer coisa, é um estado ou momento de foco. E ali, para existir a performance, só existem o músico e o instrumento. E o músico não vai tocar para os outros, ele vai tocar para si. Se o foco dele for tocar para os outros, ele já tem grande chance de cometer gafes. O foco só é possível se a pessoa tiver segurança naquilo que ela irá fazer (ter pronto o domínio da execução).

10.Quanto tempo devo praticar piano por dia?

A mente humana tem um ciclo de concentração e depois um hiato de relaxamento/ausência. E a média desse ciclo de concentração é de 18 a 25 minutos. Depois disso, obrigatoriamente, devido à fisiologia celular, esse estado sofre uma mudança para um relaxamento, que é salutar. Qualquer tentativa feita nesse período, ela é mais danosa do que vantajosa. Lógico que, podendo concentrar-se intensamente num período curto (18-25 minutos), e depois um descanso, e quando motivado voltar outra vez para um novo ciclo, estudar será um prazer e os resultados não falharão.

 


  1. Estudar teclado ou piano?
  2. Como consigo ouvir o som antes de tocá-lo ou cantá-lo?
  3. Tenho dificuldade para realizar leituras à primeira vista. Como posso melhorar minha leitura?
  4. Eu consigo tocar uma sequência rítmica, mas não consigo escrever um ritmo que ouço. Por quê?
  5. Por que não consigo decorar nenhuma música?
  6. Piano acústico ou digital?
  7. Por que detesto Bach?
  8. Eu vou levar muito tempo para aprender a tocar piano?
  9. .Tenho o costume de, primeiro, ler a música de mãos separadas e só depois toco as duas claves. Está certo?
  10. Eu posso melhorar minha afinação?

 

11.Estudar teclado ou piano?

É comum encontrar entre os adultos, pessoas que desejam resultados rápidos. E se esse item é a tônica, a resposta obviamente é o teclado. Há um, porém que frustra as pessoas logo depois de conseguirem alguma performance no teclado. E este é a ausência do domínio técnico da execução. Infelizmente, a proposta do teclado com a pedagogia de resultados, não ajuda na solução dessa deficiência que irá minar mais tarde a continuação do interesse no instrumento. O piano, por outro lado, ele condiciona o seu usuário a uma ordem preciosíssima, que é passar a ter o domínio do movimento e a sua fluência. Isso é muito mais do que apenas produzir sons e o impressionismo aparente. O piano oferece ao seu executante um mundo sonoro harmônico que arrebata todos os seus amantes.

12.Como consigo ouvir o som antes de tocá-lo ou cantá-lo?

A preconcepção sonora é uma aptidão e um recurso que, quando desenvolvidos, dão ao musicista total segurança. O processo é a introspecção do som, o ancoramento desse som e a precisão desse endereço (da sua localização). Quando o som começa a soar “mentalmente”, antes da sua execução ou existência física, a pessoa chegou a um grau de proficiência que lhe permite a vestimenta artística da interpretação.

13.Tenho dificuldade para realizar leituras à primeira vista. Como posso melhorar minha leitura?

Leitura à primeira vista é uma habilidade inata, mas também podem ser conquistada com metodologia, disciplina e prática. Os primeiros leitores (inatos) não têm consciência de como esse processo ocorre. Mas estudos têm demonstrado que há um raciocínio que pode ser ensinado e desenvolvido. O processo é formado por várias partes:

1. A partitura: escolher o método mais adequado para cada tipo de aluno:

Notas grandes e páginas bem estruturadas, com desenhos / títulos que ajudem o aluno a imaginar e entender o quê a música quer dizer são indicados para alunos iniciantes;

Repertório cativante e diversificado;

Abordagem por desenho melódico, notas de referência, por posições, etc.

2. Ver a partitura: saber os signos musicais, o que significam e como interpreta-los; movimento dos olhos, olho dominante e sua forma de traçar a leitura, etc.

3. A mente: a decodificação daquilo que chega pelos olhos e pelos ouvidos e a geração de respostas motoras;

4. O corpo e a execução sob o comando da mente.

A prática diária de leitura à primeira vista, em um nível um pouco abaixo do nível atual do aluno, por alguns minutos, será de grande ajuda. Há material específico para essa atividade. Os resultados são em médio prazo, mas são duradouros

14.Eu consigo tocar uma sequência rítmica, mas não consigo escrever um ritmo que ouço. Por quê?

A abordagem inicial é a fonte dessa disparidade no aprendizado. O aluno que estuda ritmo precisa aprender a ver, ouvir, entender, executar e escrever aquilo a que ele é exposto. Pode-se ouvir um som e identifica-lo no instrumento. Ninguém é obrigado a ter ouvido absoluto, ouvido treinado sim. Mas o ritmo não tem como ser encontrado no instrumento. É um código sonoro que precisa ser aprendido.

Ao ensinar ritmo, devem-se considerar os dois componentes básicos desse código:

1. O ritmo representado pela sequência de notas e pausas, suas combinações e a precisão da execução, que o aluno vê escrito na partitura; e

2. pulsação que não é representada graficamente, mas que o aluno precisa “ver”, sentir e aprender a contar a fim de poder se localizar dentro da sequência rítmica. Essa contagem deve ser feita em voz alta e monitorada pelo professor até que este constate a internalização da pulsação.

Uma integração dos dois hemisférios cerebrais é necessária para que uma execução e escrita rítmica sejam realizadas eficientemente, uma vez que o hemisfério direito é responsável pelo ritmo e o hemisfério esquerdo é o que conta.

15.Por que não consigo decorar nenhuma música?

Memorização tem referência com identidade afetiva. Se a música não disser nada à emoção, então ela se torna apenas um aglomerado sonoro agradável. Não transmite nenhuma mensagem. Se esse é seu caso, você terá que partir para uma memorização estruturada em técnicas de racionalidade (memória visual, memória sinestésica, memória auditiva, memória geográfica e memória analítica). Mas se o seu perfil é de identidade afetiva e se sensibiliza com a idéia, com a mensagem sonora, a possível deficiência dessa não memorização reside na necessidade de melhor compreensão do que está acontecendo partitura/música. A solução então é ter uma abordagem de conhecimento melódico e harmônico para aproximar aquele objeto do seu interesse de identidade e memorização.

16.Piano acústico ou digital?

Piano acústico: possui as riquezas do universo da física sonora: harmônicos, seus compostos e a excitação produzida fisicamente em tudo que se encontra ao alcance dessa fonte sonora. Piano digital: é uma tentativa de aproximação pelo sampleamento do som procurando produzir, ao menos, alguma semelhança que faça lembrar a sonoridade do acústico, porém sempre deixa a sensação de ficar aquém.

Quando um músico profissional, que trabalha com piano acústico, se vê obrigado a fazer uso do piano digital, as razões, em grande porcentagem, são: comodidade de transporte, precisão de afinação, possibilidade de uso do fone de ouvido e o recurso de transposição. Então, está claro que é um instrumento útil para eventualidades mais descontraídas e conforto no estudo. Qual seria a opção? É impossível substituir o piano acústico em qualquer ocasião em que se preze a qualidade artística do resultado.

17.Por que detesto Bach?

Essa tem sido uma constatação frequente entre alunos adolescentes e jovens. Concluímos que para o aluno se identificar com a música barroca, não necessariamente Bach, é necessário que: O aluno tenha uma boa leitura à primeira vista. A leitura de vozes (horizontal) é muito mais complexa do que uma leitura harmônica (vertical). Por isso os métodos de vanguarda introduzem leitura de acordes antes de apresentarem a leitura de vozes. O ideal é aguardar o amadurecimento da leitura até um nível acima da leitura exigida nas peças barrocas.

O aluno tenha agilidade suficiente para executar os ornamentos. Ou o aluno tem naturalmente essa habilidade (uma minoria), ou ele terá que se esforçar muito, tecnicamente, para executar os ornamentos a contento.

O aluno tenha maturidade psicológica para apreciar esse estilo musical. Como normalmente esse tipo de música é mais sério e sóbrio, é mais difícil o adolescente e o jovem apreciarem tal estilo. Adultos que não atendem completamente aos itens 1 e 2 acima mencionados, conseguem vencer as barreiras de leitura e técnicas simplesmente porque têm amadurecimento psicológico compatível com o estilo da música.

18.Eu vou levar muito tempo para aprender a tocar piano?

Depende de seu interesse, sua aptidão e de algumas outras variáveis que formam o conjunto dessa realização. Se você já tem bom ouvido, se você já possui habilidade manual, se você gosta de fazer isso, o resultado virá muito mais rápido. Mas se você não tem tanta aptidão, e precisa desenvolver uma habilidade manual, então o sucesso da sua conquista reside numa disciplina mais rigorosa. Se você gosta de ser disciplinado, você tem grandes chances de conseguir logo e fazer bem.

19.Tenho o costume de, primeiro, ler a música de mãos separadas e só depois toco as duas claves. Está certo?

A pedagogia moderna enfatiza a leitura holística (abrangente, completa) das duas pautas e da página em um primeiro contato com a música. Sendo identificado(s) o(s) ponto(s) de dificuldade, particulariza-se o estudo de cada tópico (nesse caso, de mãos separadas primeiras até ter o controle da passagem, e, a seguir, de mãos juntas), retornando à página inteira como na primeira leitura. Recomenda-se que esse processo seja desenvolvido desde as primeiras lições de piano, para que os olhos, a mente e o corpo possam ir absorvendo o crescendo da introdução de novos conteúdos e consigam, sempre, trabalhar em harmonia. Em outras palavras: ser capaz de ver e entender os signos da partitura, interpretar esses signos e produzir uma resposta motora que será executada eficientemente pelo corpo.

20.Eu posso melhorar minha afinação?

Afinação é grau maior ou menor de percepção auditiva. O composto sonoro que advém dessa percepção é sentido na vibração, é processado na racionalidade e é percebido na dedução. Quanto mais detalhes a pessoa perceber de um som, e racionalizar sobre esse som, maior será o ajuste fino dessa afinação. Observação: é óbvio que se deve excluir qualquer aberração anatomofisiológica e a presença de qualquer fonopatologia.


  1. Quando iniciar o estudo da música?
  2. Adulto consegue tocar piano?
  3. Sudorese nas mãos significa alguma coisa?
  4. Um professor me disse que tenho dedos “anêmicos”. Como posso resolver isso?
  5. É possível trabalhar a fôrma a mão depois de certa idade?
  6. É difícil tocar por cifra?
  7. Por que tocar por cifra é considerado uma coisa menos rígida?
  8. Para quê estudar escalas?
  9. .Música popular ou clássica?
  10. Consigo montar um repertório?

 

21.Quando iniciar o estudo da música?

Música é uma linguagem e ela começa a existir para o ser tão logo a sua formação vai sendo desenvolvida. E isso engloba o estágio da gestação, os primeiros anos de vida e no período seguinte, quando existir interesse. Os pais têm uma grande parcela na educação informal, expondo seus filhos desde tão logo a um ambiente musical de qualidade. Música é interesse. Música é identidade afetiva. Música é emoção. Estas três coisas formam talvez a chama da vida que alimenta empreendimentos musicais e projetos da existência humana.

22.Adulto consegue tocar piano?

Sim. E para satisfação do período mais lindo da vida que é a maturidade, o piano é um dos instrumentos que mais realiza o adulto. Com as abordagens de vanguarda, fundadas sobre pesquisas e investigações inteligentes, o adulto é grandemente favorecido. Quando ele consegue algo no piano, ele inicia ali uma troca de emoções que, muitas vezes, o faz resgatarem períodos dourados de sua existência. As limitações técnicas podem ser contornadas com a escolha apropriada do repertório.

23.Sudorese nas mãos significa alguma coisa?

Sudorese é uma das mecânicas de dissipação de calor do corpo. Ela esfria a superfície externa para aliviar a condição térmica interior. Quando isso acontece mais acentuadamente na região das mãos, geralmente se deve à fisiologia daquela pessoa. Não há gravidade nisso. Existem vários pianistas que não podem tocar peças muito longas por causa da necessidade frequente do uso da toalhinha.

24.Um professor me disse que tenho dedos “anêmicos”. Como posso resolver isso?

Há dois tipos de exercícios que podem melhorar a força de seus dedos e mãos: Exercícios isotônicos: são exercícios que usam o mínimo de força e o máximo de tempo na sua execução. A médio e longo prazo, eles vão melhorar a qualidade da força de seus dedos.

São eles: Hanon, Czerny, Beyer, Hummel, Behringer, escalas, arpejos, etc. Esses exercícios devem ser realizados até a exaustão, se você quer melhorar sua forma física. Ler a introdução do livro Hanon. Exercícios isométricos: são exercícios que usam o máximo de força em um mínimo de tempo.

Eles devem ser executados no máximo 3 vezes ao dia, com intervalos de algumas horas para que não ocorra lesão muscular. Os resultados são observados em curto prazo.

25.É possível trabalhar a fôrma a mão depois de certa idade?

Sim. O relaxamento que uma pessoa vai alcançando com o domínio da ação, por si só, vai formando a naturalidade da mão para aquele movimento. Por isso é importante desenvolver o relaxamento (bem-estar muscular) até que ele se torne uma segunda natureza no contexto da execução. A fôrma da mão será gerada por esse estado de desenvoltura. Ela é de característica individual.

26.É difícil tocar por cifra?

Não. É uma experiência que todo músico deveria viver. Para o adolescente, jovem e adulto que estudam piano, aprender a tocar por cifra pode ser iniciado no segundo semestre do curso regular, como complemento do estudo de escalas e acordes. Essa opção de leitura fornece um novo raciocínio de como executar uma música, e ajuda o executante a memorizar, a se desprender da partitura, a tocar em conjunto e a transportar.

27.Por que tocar por cifra é considerado uma coisa menos rígida?

Quando a gente não tem a imagem gráfica do acorde, o próprio tipo de concentração é diferente. O “layout” da partitura cifrada é mais leve, menos complexo. Aí pode residir algo que tantas vezes desvirtua a pessoa na disciplina. O todo na proposta da cifra é mais simples e, obviamente, menos acadêmico.

28.Para quê estudar escalas?

Você pode tocar um instrumento sem conhecer escalas e sem praticá-las. Porém, se você quer considerar seriamente seu estudo de piano, elas devem ser tocadas todos os dias. Por quê?

Elas ajudam:

  • A dominar o dedilhado da escala;
  • A dominar o teclado;
  • A agilizar o processo de leitura à primeira vista;
  • A adquirir agilidade;
  • A adquirir resistência muscular (exercício isotônico).

29.Música popular ou clássica?

A história do clássico foi um popular de bom nível. Então, você pode tocar um popular que já é um clássico. E se você conseguir esse tipo de percepção e bom-gosto tocará ambos com a mesma identidade e prazer.

30.Consigo montar um repertório?

O melhor repertório é aquele que tem um significado afetivo para você. Este deve ser o cerne do seu repertório. Depois, você vai abrindo o leque de opções compatíveis com seu nível, devido ao desenvolvimento da sua capacidade conseguida no repertório inicial.

O hábito de constar do repertório, pelo menos, duas partituras/músicas apropriadas para memorização resulta em algo prazeroso, envolvente e socializador.

 


  1. Como escolher um piano acústico?
  2. Adulto consegue tocar piano?
  3. Sudorese nas mãos significa alguma coisa?
  4. Um professor me disse que tenho dedos “anêmicos”. Como posso resolver isso?
  5. É possível trabalhar a fôrma a mão depois de certa idade?
  6. É difícil tocar por cifra?
  7. Por que tocar por cifra é considerado uma coisa menos rígida?
  8. Para quê estudar escalas?
  9. .Música popular ou clássica?
  10. Consigo montar um repertório?

 

31.Como escolher um piano acústico?

O piano é o instrumento mais complexo já criado pelo ser humano. Ele possui na sua mecânica um “set” de articulações (mecânica de disparo) que, de forma análoga, são as falanges, falanginhas e falangetas artificiais, alongadas, que fazem com que o toque do dedo alcance a percussão da corda.

Só isso já bastaria para se ter muito cuidado na escolha do instrumento: resposta mecânica. Acrescido a esse detalhe de suma importância, seguem os seguintes compostos:

  • Condição da tábua harmônica;
  • Condição do cepo onde estão cravadas as cravelhas e;
  • Condição do teclado.

Se você pode ter a ajuda de um conhecedor, quer professor ou profissional técnico, e consegue conduzir a avaliação mencionando esses tópicos descritos, a probabilidade de fazer uma boa compra se torna muito maior.

Cuidado com o impulso da paixão diante da magia do instrumento chamado piano. Há “amores” ao primeiro olhar que, mesmo que se consiga o divórcio mais tarde, haverá sempre uma pensão como fantasma.

32.Quais os cuidados que o piano exige?

O piano é o instrumento de maior estresse de uso já inventado. Nenhum outro sofre tanta tensão, pressão e vibração como o piano. Então, ele precisa de manutenção na afinação (altura, tempero, “voicing” e adequação), manutenção no ajuste mecânico, e manutenção na limpeza. Além disso, deve existir um olhar de manutenção para seus compostos de madeira e para a tentação do seu labirinto interno que são muito procurados por camundongos e cupins. Um zelo de bom nível inclui uma manutenção anual, pelo menos.

33.Por que algumas pessoas não gostam de partituras simplificadas?

Em todas as áreas existe o purismo. Muitos profissionais veem nesse estilo a beleza da arte, o respeito ao seu autor. Não dissociam obra e criador. Fidelidade. Há outros que acreditam que o importante é a emoção da composição, mesmo que ela não traga toda sua composição de origem. E isso é possível. As adaptações, os arranjos feitos sobre obras já prontas, procuram, com outra linguagem, projetar a mesma mensagem. Se a formação é acadêmica, esse perfil “per si” já mantém a consagração do original. Uma formação artística mais maleável e leve pode saborear algo simplificado.

34.Preciso estudar teoria musical?

Mais uma vez afirmamos que é possível tocar um instrumento sem saber teoria musical. Mas o conhecimento dela abrirá para você um amplo horizonte da visão de o quê é a música, e vai municiá-lo de recursos que lhe permitirão transitar com mais liberdade, mais criatividade, mais interesse, mais entendimento e mais competência entre partituras e músicos diversos. Mesmo que você não se torne um instrumentista como gostaria, você pode se tornar um bom apreciador e crítico musical. E qual o artista que não precisa de pessoas capacitadas para avaliar seu trabalho?

35.Quero aprender a improvisar. Como fazer?

Quando Beethoven, na sua adolescência, encontrou-se com Mozart (estes ano mais velho e já músico profissional), o que mais impressionou Mozart foi a capacidade de improvisação de Beethoven. Foi ali que Mozart anunciou aos que estavam em redor que atentassem para aquele rapaz, porque, um dia, o mundo ainda haveria de ouvir falar dele.

Acontece que a escrita musical foi ficando cada vez mais precisa, os compositores cada vez mais exigentes quanto à execução de suas obras e a habilidade de improvisar foi ficando menos favorecida. Improvisar é criar uma nova melodia a partir de uma harmonia estabelecida. A liberdade para tal retornou com a música contemporânea e, especialmente, com o “jazz”.

Recomendamos que ouça muito boa música e estude Teoria Musical e Harmonia Funcional para ter uma boa base ao procurar literatura específica, professores e músicos que dominam essa habilidade, a fim de evitar:

  • Dificuldade no entendimento da linguagem musical,
  • Um processo de aprendizagem e execução truncadas,
  • Simples repetição sem entendimento e,
  • Uma frustração pessoal, que pode vir a desanimá-lo da empreitada.

36.Por que estudar harmonia é complicado?

Depende de como a metodologia adotada expõe os conteúdos para você. Há uma linha de raciocínio muito clara que é construída desde os primeiros passos até a parte mais complexa da harmonia. É também importante respeitar o amadurecimento do aluno em cada etapa, e praticar na aula em casa sempre que possível.

Enfatizamos dois tópicos importantes nessa abordagem: a grande necessidade de conceituar todos os parâmetros musicais e a explicação do uso e do porquê de cada novo conteúdo.

37.Instrumento harmônico ou instrumento melódico?

Há sempre um perfil que sobressai na sensibilidade musical das pessoas. E isso tem íntima relação com a personalidade. O instrumento harmônico faz parte do universo mais colorido da música. Seria como um pintor que possui riqueza de cromatismo: trabalha “background”, trabalha espaço, profundidade e dramaticidade. O instrumento melódico é a beleza da simplicidade de uma só cor com várias gradações. Esse tipo de instrumento, geralmente por ser de afinação não fixa, exige grande concentração para ser tocado afinadamente, obrigando o executante a ter um nível de atenção que o individualiza no desempenho. O instrumento harmônico, pela gama da sua riqueza, abre a percepção do seu executante para tudo que a ele é agregado musicalmente.

38.É possível melhorar meu problema de concentração?

Sim! Felizmente, a atenção, esse estado de contemplação, é fruto de outros compostos que fazem parte da alma humana: afetividade, interesse, curiosidade, proximidade, e etc. Quando algo passa a ser nosso foco e há um anseio de realização, já iniciamos o caminho da sua implementação. E isso alcança, melhora e desenvolve a concentração. Tudo o que puder ficar ancorado, mesmo que tenuemente, em nossa memória, e significar para nós alguma realização, afirmação, prazer, e etc., colabora com o nível de concentração. Há agregado a isso, técnicas de propostas pedagógicas que beiram o milagre em seus resultados, por exemplo, “Brain Gym”.

39.Por que em casa eu toco certo e quando vou tocar para o professor ou para o público eu cometo alguns erros?

De forma simplista, em casa você está tocando para você: relaxado, em um ambiente familiar. E quando você deveria, em qualquer outro lugar, continuar tocando para você e reproduzir o ambiente da sua segurança, você apaga tudo com a exposição ao sentimento crítico de estar tocando para outros. Só pode dar no resultado da questão apresentada.

40.E o fantasma do “branco”?

O melhor repertório é aquele que tem um significado afetivo para você. Este deve ser o cerne do seu repertório. Depois, você vai abrindo o leque de opções compatíveis com seu nível, devido ao desenvolvimento da sua capacidade conseguida no repertório inicial.


  1. É importante eu ouvir a música que estudo (ou que vou estudar) tocado por outra pessoa?
  2. Por que não consigo solfejar à primeira vista?
  3. Tenho anos de estudo e não consigo tocar com segurança.
  4. A personalidade influencia no aprendizado?
  5. Qual a ordem dos planos para uma boa leitura a primeira vista?
  6. Há uma fórmula para construir acordes rapidamente?
  7. É normal a gente ficar confuso quando começa a tocar por cifras?
  8. Fico sem saber o que fazer quando vejo aqueles números acrescentados às letras das cifras. O que fazer? O que eles representam?
  9. Qual a ordem dos planos para uma boa leitura a primeira vista?
  10. Há uma fórmula para construir acordes rapidamente?

 

41.É importante eu ouvir a música que estudo (ou que vou estudar) tocado por outra pessoa?

Qualquer referência sobre aquilo que a gente vai fazer é importante, mas, desde que eu tenha uma personalidade que possa avaliar/criticar o que ouço. Porque a imitação é o caminho que destrói talentos artísticos.

42.Por que não consigo solfejar à primeira vista?

Construído de forma lenta e constante. Há poucas pessoas com talento (aptidão natural) para entoar sons na altura correta. A maioria precisa de treinamento frequente e ordenado para executar solfejo à primeira vista. É, portanto, necessário formar referências sonoras que guiem o aluno nessa atividade e o preparem para experiências musicais futuras. A consciência dessas referências e seus nomes, aliada à prática da leitura e entoação intervalar formam uma abordagem que capacita os alunos a se tornarem músicos independentes.

Ao aprender a solfejar da forma proposta, o aluno descobrirá os seguintes benefícios:

  • Melhora da afinação ao cantar e tocar;
  • Reconhecimento espontâneo dos sons, isolados e em intervalos;
  • Facilidade para ouvir, entender e escrever ditados melódicos;
  • Desenvolvimento da prontidão para leitura musical (leitura à primeira vista);
  • Desenvolvimento do ouvido interior;
  • Desenvolvimento da habilidade para pensar e escrever sons sem precisar ouvi-los fisicamente.

De grande importância é considerar a afinação do instrumento utilizado (mesmo que seja um teclado eletrônico) para tocar os exercícios. O aluno está aprendendo a referência sonora. Se esta referência varia de um instrumento para outro (p. e., piano da escola e piano de casa), o quadro mental será formado de forma incorreta e imprecisa. Um referencial erradamente formado no princípio do aprendizado criará bloqueios no processo de reconhecimento dos sons, implicando em dificuldades não só no solfejo, como na leitura à primeira vista e na memória sinestésica. Lembrar que é a primeira impressão que fica (imagem).

Acertar o que foi introduzido de forma imperfeita ou incorreta poderá ser extremamente trabalhoso, desgastante ou até impossível de ser alcançado por causa do residual.

43.Tenho anos de estudo e não consigo tocar com segurança.

Infelizmente, muito dessa deficiência e insatisfação se devem ao foco usado no princípio. A fluência não existe por si. Ela é criada numa metodologia de consequências. É o crescendo na pedagogia, como explica a espiral de Brunner. Soluções existem e elas funcionam aplicadas nos motivos. É muito importante ter ao alcance um profissional que saiba diagnosticar, logo nos primeiros contatos, onde se encontra(m) o(s) nó(s) da questão. Como via de regra, foi permitido que a pessoa desenvolvesse uma série de maus hábitos (não atentar para o ritmo, para a dinâmica e articulação; tocar sem envolvência emocional; tocar sem se ouvir; etc.)

44.A personalidade influencia no aprendizado?

A personalidade determina como a pessoa vê o mundo e, por extensão, uma partitura. Há pessoas que, por serem detalhistas, também procedem da mesma forma detalhada quando tocam por partitura, como por exemplo focar o valor de cada nota, os nomes de cada nota de um acorde, hábito que dificulta a fluência da leitura.

Essas pessoas não conseguem agrupar padrões de notação musical e organiza-los dentro de uma pulsação, o mesmo acontecendo com os movimentos do corpo. Movimentos repetidos dos pulsos, da cabeça, e paradas no andamento quando precisa mudar de compasso são indícios de que o aluno lê dessa forma fracionado.

O professor deve conduzir o aluno a perceber os signos de forma holística, dentro de um padrão rítmico constante e fluente a fim de promover uma adaptação de sua personalidade (seu jeito de ser) às exigências de uma execução precisa e sem interrupções.

Há aquele aluno “gestalt”, sensível, que tem bom ouvido e que é estimulado por um determinado som quando está lendo. Aí ele se envolve com aquele som, que lembra outra música, entra em devaneios e a leitura é interrompida.

Há outros que sentem a necessidade de ouvir alguns sons por mais tempo do que aquele anotado na partitura. Isso parece ser mais frequente entre os que têm ouvido absoluto.

Nesse, e em outros casos, uma boa orientação é conseguida se o professor sabe identificar o perfil de aprendizagem de cada aluno (“gestalt” ou lógico, só para citar a identificação mais abrangente), para que ele possa escolher a melhor abordagem de ensino, além de saber interpretar se as atitudes do aluno são de ordem emocional e/ou psicológica.

45.Qual a ordem dos planos para uma boa leitura a primeira vista?

O processo de construção da Leitura à Primeira Vista depende, especialmente, de uma abordagem ordenada, que é responsável pelo estabelecimento de um quadro mental claro, preciso e, consequentemente, de acesso rápido.

Nossa experiência, assim como a de outros professores, mostra a eficácia da seguinte sequência de planos:

  • Reconhecimento visual, conhecimento do significado dos signos musicais (introduzidos aos poucos) e suas execuções;
  • Notas de referência;
  • Leitura por desenho melódico;
  • Leitura por posições;
  • Leitura intervalar (e, posteriormente, por acordes).

Recomenda-se que a prática diária, por cerca de 5-10 minutos, seja feita com peças escolhidas com nível um pouco abaixo do nível de adiantamento atual do aluno.

Como saber se o nível da peça está correto? A leitura deve ter certo grau de fluência; na grande maioria dos casos, deve ser realizada de mãos juntas; o índice de erros deve ser pequeno. Se o aluno estiver encontrando dificuldades na execução, a conclusão é que ou a peça está em nível avançado ou o aluno desconhece conteúdos da partitura.

Lembrar: o objetivo não é perfeição nem velocidade; é chegar o mais perto possível da perfeição, de forma calma e concentrada; é manter uma pulsação equilibrada e um andamento constante; é aumentar o índice de acertos à medida que o aluno avança (isto significa amadurecimento).

46.Há uma fórmula para construir acordes rapidamente?

Sim. Algumas pessoas têm nos procurado desejando tocar partituras com melodias e cifras.

As TRÍADES (acordes 3 sons) são bem simples de serem construídas a partir de uma única fórmula básica. É muito importante registrar que, sabendo a TRÍADE MAIOR, o aluno é capaz de construir as outras três: menor, diminuta e aumentada.

A fórmula da tríade maior é 4 + 3, que significa: tocar a nota indicada pela cifra (fundamental do acorde) + 4 semitons (encontra-se a 3.ª do acorde) + 3 semitons (encontra-se a 5.ª do acorde).

  • TRÍADE MENOR: fórmula da tríade maior + abaixar a 3.ª (ou, se preferir, use a fórmula 3 + 4).
  • TRÍADE DIMINUTA: fórmula da tríade maior + abaixar a 3.ª e a 5.ª (ou 3 + 3).
  • TRÍADE AUMENTADA: fórmula da tríade maior + elevar a 5.ª (ou 4 + 4).

Enfatizamos dois tópicos importantes nessa abordagem: a grande necessidade de conceituar todos os parâmetros musicais e a explicação do uso e do porquê de cada novo conteúdo.

47.É normal a gente ficar confuso quando começa a tocar por cifras?

Sim, é o sentimento de todos. Uma boa coordenação das mãos e uma pulsação constante não são conseguidas facilmente. O essencial é tocar todos os dias por cerca de 15 minutos. Os olhos precisam aprender a “ver” os acordes no teclado (nos estados fundamentais e invertido); a mão esquerda precisa desenvolver a memória sinestésica (do movimento).

A princípio, o teclado pode parecer-lhe apenas um monte de teclas brancas e pretas, que, aos poucos, vão tomando ordem e sentido na cabeça de quem toca. Vai chegar o tempo em que você começará a ver com mais prontidão os acordes, onde colocar cada dedo.

Não desanime, mesmo que, aparentemente, você não esteja fazendo progresso. Na realidade, o processo está em fase de amadurecimento (se você estiver praticando).

48.Fico sem saber o que fazer quando vejo aqueles números acrescentados às letras das cifras. O que fazer? O que eles representam?

Temos observado que é comum, alguns músicos desconsiderarem a execução desses números. Tudo bem, é possível tocar a música apenas com as tríades (cifras sem os números), mas o executante não está sendo fiel ao que o compositor/arranjador imaginou ou idealizou para aquela partitura.

Pode ser que ela seja empobrecida. Os números significam que outras notas devem ser acrescentadas ao acorde:

  • O número 7 representa a 7.ª nota a partir da fundamental (há 3 tipos de sétima). Portanto, uma quarta nota deve ser acrescentada à tríade. A maior parte dos acordes usados hoje são de 4 sons;
  • O número 6 representa a 6.ª nota a partir da fundamental (há só 1 tipo de sexta). Portanto, uma nota deve ser tocada acima da 5.ª da tríade;
  • O número 9 representa a 9.ª nota a partir da fundamental (há 3 tipos de nona). Portanto, uma quinta nota deve ser acrescentada à tríade. Normalmente, toca-se a sétima nesse acorde de 5 sons, e ele é dividido entre as duas mãos;
  • O número 11 representa a 11.ª nota a partir da fundamental (há 2 tipos de décima primeira). Portanto, uma sexta nota deve ser acrescentada à tríade. Você pode pensar na 11.ª como uma 4.ª executada oitava acima. Dividir as notas entre as mãos;
  • O número 13 representa a 13.ª nota a partir da fundamental (há 2 tipos de décima terceira). Portanto, uma sétima nota deve ser acrescentada à tríade.

Dividir as notas entre as mãos. Não é preciso executar todas as 7 notas, algumas podem ser omitidas como a 5.ª, a 9.ª e a 11.ª.

Como você pode ver o assunto não é tão simples de ser entendido e guardado, quanto mais executado. Mas também não é complexo. Depende de tempo, prática e de uma boa explicação do conteúdo. Em outras palavras, é importante um curso de harmonia, que dura de 1-2 semestres, dependendo de seus objetivos.

49.Qual a ordem dos planos para uma boa leitura a primeira vista?

O processo de construção da Leitura à Primeira Vista depende, especialmente, de uma abordagem ordenada, que é responsável pelo estabelecimento de um quadro mental claro, preciso e, consequentemente, de acesso rápido.

Nossa experiência, assim como a de outros professores, mostra a eficácia da seguinte sequência de planos:

  1. Reconhecimento visual, conhecimento do significado dos signos musicais (introduzidos aos poucos) e suas execuções;
  2. Notas de referência;
  3. Leitura por desenho melódico;
  4. Leitura por posições;
  5. Leitura intervalar (e, posteriormente, por acordes).

Recomenda-se que a prática diária, por cerca de 5-10 minutos, seja feita com peças escolhidas com nível um pouco abaixo do nível de adiantamento atual do aluno.

Como saber se o nível da peça está correto? A leitura deve ter certo grau de fluência; na grande maioria dos casos, deve ser realizada de mãos juntas; o índice de erros deve ser pequeno. Se o aluno estiver encontrando dificuldades na execução, a conclusão é que ou a peça está em nível avançado ou o aluno desconhece conteúdos da partitura.

Lembrar: o objetivo não é perfeição nem velocidade; é chegar o mais perto possível da perfeição, de forma calma e concentrada; é manter uma pulsação equilibrada e um andamento constante; é aumentar o índice de acertos à medida que o aluno avança (isto significa amadurecimento).

50.Há uma fórmula para construir acordes rapidamente?

Sim. Algumas pessoas têm nos procurado desejando tocar partituras com melodias e cifras. As TRÍADES (acordes 3 sons) são bem simples de serem construídas a partir de uma única fórmula básica. É muito importante registrar que, sabendo a TRÍADE MAIOR, o aluno é capaz de construir as outras três: menor, diminuta e aumentada.

A fórmula da tríade maior é 4 + 3, que significa: tocar a nota indicada pela cifra (fundamental do acorde) + 4 semitons (encontra-se a 3.ª do acorde) + 3 semitons (encontra-se a 5.ª do acorde).

  • TRÍADE MENOR: fórmula da tríade maior + abaixar a 3.ª (ou, se preferir, use a fórmula 3 + 4).
  • TRÍADE DIMINUTA: fórmula da tríade maior + abaixar a 3.ª e a 5.ª (ou 3 + 3)
  • TRÍADE AUMENTADA: fórmula da tríade maior + elevar a 5.ª (ou 4 + 4

 


  1. É normal a gente ficar confuso quando começa a tocar por cifras?
  2. Por que não consigo solfejar à primeira vista?

 

51.É normal a gente ficar confuso quando começa a tocar por cifras?

Sim, é o sentimento de todos. Uma boa coordenação das mãos e uma pulsação constante não são conseguidas facilmente. O essencial é tocar todos os dias por cerca de 15 minutos. Os olhos precisam aprender a “ver” os acordes no teclado (nos estados fundamental e invertido); a mão esquerda precisa desenvolver a memória cinestésica (do movimento).

À princípio, o teclado pode parecer-lhe apenas um monte de teclas brancas e pretas, que, aos poucos, vão tomando ordem e sentido na cabeça de quem toca. Vai chegar o tempo em que você começará a ver com mais prontidão os acordes, onde colocar cada dedo.

Não desanime, mesmo que, aparentemente, você não esteja fazendo progresso. Na realidade, o processo está em fase de amadurecimento (se você estiver praticando).

52.Fico sem saber o que fazer quando vejo aqueles números acrescentados às letras das cifras. O que fazer? O que eles representam?

Temos observado que é comum, alguns músicos desconsiderarem a execução desses números. Tudo bem, é possível tocar a música apenas com as tríades (cifras sem os números), mas o executante não está sendo fiel ao que o compositor/arranjador imaginou ou idealizou para aquela partitura. Pode ser que ela seja empobrecida.

Os números significam que outras notas devem ser acrescentadas ao acorde:

  • O número 7 representa a 7.ª nota a partir da fundamental (há 3 tipos de sétima). Portanto, uma quarta nota deve ser acrescentada à tríade. A maior parte dos acordes usados hoje são de 4 sons;
  • O número 6 representa a 6.ª nota a partir da fundamental (há só 1 tipo de sexta). Portanto, uma nota deve ser tocada acima da 5.ª da tríade;
  • O número 9 representa a 9.ª nota a partir da fundamental (há 3 tipos de nona). Portanto, uma quinta nota deve ser acrescentada à tríade. Normalmente, toca-se a sétima nesse acorde de 5 sons, e ele é dividido entre as duas mãos;
  • O número 11 representa a 11.ª nota a partir da fundamental (há 2 tipos de décima primeira). Portanto, uma sexta nota deve ser acrescentada à tríade. Você pode pensar na 11.ª como uma 4.ª executada oitava acima. Dividir as notas entre as mãos;
  • O número 13 representa a 13.ª nota a partir da fundamental (há 2 tipos de décima terceira). Portanto, uma sétima nota deve ser acrescentada à tríade. Dividir as notas entre as mãos. Não é preciso executar todas as 7 notas, algumas podem ser omitidas como a 5.ª, a 9.ª e a 11.ª.
  • Como você pode ver o assunto não é tão simples de ser entendido e guardado, quanto mais executado. Mas também não é complexo. Depende de tempo, prática e de uma boa explicação do conteúdo. Em outras palavras, é importante um curso de harmonia, que dura de 1-2 semestres, dependendo de seus objetivos.