1. O PIANO: SUA PARTE FÍSICA/ MATERIAL DO INSTRUMENTO

 

As grandes marcas, nomes da indústria do piano e detalhes da sua história. A engenharia instrumental tem no piano a soma mais complexa da física mecânica e sonora. Instrumento que precisa habilmente associar madeira e metal, com alto grau de tração e complexidade de formas. Os seus compostos, mais de dez mil peças, superam os de um carro. Os detalhes da madeira, detalhes da ciência dos cortes, peso e sentido das fibras, tensão da tábua harmônica com sua curvatura positiva, as grandes madeiras que sustentam não só o peso como estabilizam a migração e fuga da tensão. Os compostos de metais cuja têmpera varia de ferro fundido até aço de altíssima qualidade. A presença da lã de carneiro. A presença da vaqueta animal. A ciência não menos complexa da mecânica de transmissão do "set" de martelos. A montagem dos compostos, com grande grau de precisão nas medidas. O teclado feito de uma só peça estabilizada mecanicamente na sua uniformidade, e tantas coisas relacionadas ao mais belo e complexo de todos os instrumentos.


2. O PIANO: ADEQUAÇÃO E AFINAÇÃO DO INSTRUMENTO

A engenharia acústica, com o seu oportuno advento, colocou, felizmente, luz num dos assuntos mais complicados e danosos para o usuário do piano: as leis do som, as leis harmônicas. A concepção espacial do som nas variáveis da arquitetura. A importância do conforto e do detalhe de tais compostos. Preparação do instrumento para o estudo. Preparação do piano para concerto, para gravação. Os diferentes temperos ou escolas de afinação. Razão da existência de guetos no tempero dos instrumentos. A importância da preparção e ajuste mecânico no resultado sonoro. O trabalho físico nos martelos para a conquista da entonação. As dificuldades de certos ambientes para se conseguir resultados benéficos. O equilíbrio do instrumento usado como solista, com o canto, em duos, câmara e orquestra.

PIANO 112: modelo mais compacto, conhecido como modelo "estúdio", é ideal para estudo e para pequenos ambientes. Tem linhas retas e estilo moderno. Altura 112 cm, largura 147 cm, profundidade 56 cm, peso 187 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 114: modelo "apartamento", estilo tradicional, compatível com ambientes menores, ideal para estudo. Altura 114 cm, largura 149 cm, profundidade 59 cm, peso 192 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia 5 anos.

PIANO 116: modelo "europeu", lançado mais recentemente, tem tamanho intermediário e estilo moderno. Altura 116 cm, largura 147 cm, profundidade 59 cm, peso 192 kg, madeira/cor: preto. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 126: modelo "clássico", de aspecto sóbrio e majestoso, ideal para residências, escolas, igrejas e pequenos auditórios, para estudo e audição. Altura 126 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, peso 213 kg, madeira/cor: imbuia. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 126 AL: modelo "moderno" por apresentar "design" contemporâneo. A abertura da tampa superior é semelhante à dos pianos de cauda. Ideal para residências. Altura 126 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, peso 211 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.

PIANO 127: modelo "profissional" com características semelhantes às de um piano de cauda (o primeiro bordão tem 126 cm), ideal para residências, escolas, igrejas e auditórios. Altura 127 cm, largura 149 cm, profundidade 62 cm, 232 kg, madeira/cor: preto, imbuia, mogno e branco. Acompanha banqueta regulável. Garantia: 5 anos.


DICAS: COMO ESCOLHER SEU INSTRUMENTO

Os pianos não são iguais. Eles dependem de COMPOSTOS variados, sendo os principais a madeira e o metal. A madeira (densidade, textura, secagem e peso) exige tecnologia de corte e cuidado na direção das fibras. Este é o motivo do preço elevado dos pianos de marcas tradicionais. Uma das características dessas marcas (alemãs) é a importância do detalhe, quer seja do material de madeira , quer seja do metal e seu composto, a harpa ("frame") e suas partes. A engenharia estrutural é de suma importância, pois a TENSÃO NA HARPA é altíssima, chegando a alcançar vinte toneladas de tração/tensão na soma das cordas num piano afinado no diapasão 440 Hz. O controle de qualidade deve ser rígido e honesto para evitar peças tortas, com fratura e sem precisão. Quando isso não existe, o resultado é visto na mecânica, no toque, na imprecisão, na sonoridade do instrumento e, mais tarde, nos defeitos que o instrumento irá apresentar. Outro dano grande, e ainda pior, ocorre sobre o estudante ou usuário do piano. Havendo falta de equilíbrio, homogeneidade e precisão da afinação, ocorre um dano na MEMÓRIA CINESTÉSICA (muscular/ da ação). A escolha deve recair sobre o instrumento que esteja o mais novo possível, de preferência de fábrica,( razão para isso é que poucos instrumentos usados no Brasil, possuem a manutenção cuidadosa que prolongue a sua vida útil. Não possuimos em nossa cultura esse cuidado) e cuja sonoridade, mecânica e qualidade de material sejam de origem idônea. O TAMANHO do piano deve se adequar ao ambiente (ambientes pequenos, pianos pianos e vice-versa). Para alguns, a composição plástica do ambiente é importante, mas esta deve vir após os itens acima descritos.


DICAS: ADEQUAÇÃO

Adequação é a aplicação do conhecimento das variáveis do ambiente (seu formato, posição, componentes), como também das propriedades do instrumento (timbre, altura, etc.), para ajustá-lo ao PROPÓSITO para o qual ele se destina, que pode ser: simples passa-tempo, estudo, terapia, uso profissional,gravação, etc.


Há estudos/pesquisas em grandes centros acadêmicos que chegaram a uma conclusão assombrosa: 70% das pessoas que abandonam o estudo do piano deve-se ao trinômio: afinação, inadequação e sistema impírico de ensino: INSTRUMENTO INADEQUADO ao ambiente: há produção de som cansativo, o qual leva a distúrbio de humor (irritabilidade), o que altera a disponibilidade para a concentração e cria os bloqueios próprios da desatenção. Desconcentrar-se é uma forma de defesa produzida pela natureza para proteger os Sistema Nervoso, sendo, então, natural a reação quando diante de algo que causa desconforto ou agressão sonora. INSTRUMENTO DESAFINADO e fora da REFERÊNCIA (diapasão - lá 440 Hz). A AFINAÇÃO é uma ciência que exige do profissional uma percepção do ambiente (adequação), do perfil do usuário (grau de acuidade auditiva de quem usa) para optar pelo TEMPERO de afinação indicado para cada situação. Alguns tipos de afinação: a bem temperada, a entonação maior, a entonação menor, a afinação mediana ("mean tone"), a Pitagoreana, a Werkmeister III, a Kimberger III, a Vallotti Young, os vários guetos de New Orleans (onde algumas tonalidades são enriquecidas a prejuízo de outras; muito usados no "jazz"), e várias outras. O instrumento com propósito de estudo precisa ter características mais intimistas, onde a sonoridade tenha um efeito terápico. É muito importante questionar o profissional (afinador) sobre esses detalhes, para saber qual o conhecimento e qual o resultado você poderá esperar de tudo. A terceira variável é o SISTEMA EMPÍRICO DE ENSINO. A repetição excessiva, a falta de uma metodologia de ensino, a escolha inadequada de material não compatível com o grau de conhecimento/desenvolvimento do aluno,e outras abordagens que acabam torturando o aluno, principalmente se associadas aos dois itens acima (adequação e afinação), tornando o estudo quase impossível. Tem-se, então, formada a grande fileira dos que amam o instrumento, desejam-no mas o abandonam.


DICAS: MANUTENÇÃO DO PIANO

A manutenção deve ser periódica quanto à limpeza interna e à afinação, a qual deve ser efetuada sempre que houver desconforto e que o aluno ou o usuário estiver evitando o instrumento. Recomendamos uma visita anual do técnico. Um instrumento bem afinado quase sempre atrai a pessoa ao estudo. É algo inconsciente, mas absoluto. Quem gosta de música ama o bem-estar. A limpeza externa deve ser feita sempre com pano seco, não usar movimentos circulares e com pressão. Qualquer produto abrasivo destrói o brilho do instrumento, além dos horríveis riscos. O teclado deve ser limpo com pano úmido em solução contendo sabão neutro (diluição bem alta). Não colocar pano embebido em qualquer líquido, mesmo água. Pode danificar, entre outras coisas, o movimento das teclas.


Sempre é bom pesquisar sobre os profissionais da área, procurando saber sobre sua idoneidade e seu conhecimento com pessoas que conheçam esse instrumento e que sejam capazes de se responsabilizarem pela informação dada. O contrário é um convite ao dano material e suas conseqüências.

 

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